Levantamento da Equifax revela que o número de empresas golpistas atingiu um total de 1.010 em 2004, gerando prejuízos de R$ 49,3 milhões à economia do País
O número de empresas golpistas atingiu um total de 1.010 em 2004, o que representa um crescimento de 8,1% em comparação ao mesmo período de 2003, de acordo com levantamento da Equifax. Juntas, as empresas golpistas movimentaram em 2004 um montante de R$ 49,3 milhões no Brasil, com 22,7 mil títulos protestados e 12,4 mil cheques devolvidos sem fundos. Esses dados revelaram um crescimento de 13,8% em relação ao prejuízo na economia nacional no mesmo período de 2003. Os setores mais atingidos foram os da construção, de materiais elétricos e de telefonia (venda de aparelhos e linhas de celular).
“A Região Sudeste continua sendo a mais afetada pelas organizações especializadas no golpe, porém, este é um fenômeno crescente também em outras localidades do Brasil”, diz o diretor Comercial da Equifax, Osvaldo Alvarenga, revelando que, nesta região, foram identificadas 581 empresas golpistas. Em 2004, o prejuízo gerado pela ação dos golpistas na Região Sudeste foi estimado em R$ 30,2 milhões, de acordo com o Departamento de Pesquisas Especiais da Equifax. Já em 2003, a ação de 523 empresas “fantasmas” gerou um prejuízo de R$ 26 milhões.
O golpe também se mostrou expressivo na Região Nordeste, onde atuaram 166 empresas, em 2004, com prejuízo estimado de R$ 7 milhões. Comparado a 2003, o prejuízo cresceu 7%. Ainda que em menor número, as Regiões Norte e Centro-Oeste também demonstraram aumento significativo da instalação de empresas golpistas, se comparado ao mesmo período em 2003. Somente a Região Sul registrou queda com identificação de 189 empresas em 2004, contra 198 em 2003.
A Equifax detectou ainda um aumento no número de solicitações de informações em sua base de dados de 20,6% em relação a 2003, com 22,8 mil consultas em 2004. A empresa calcula que estas consultas tenham evitado golpes que poderiam ter causado um prejuízo total estimado em R$ 89,4 milhões. “As consultas ao nosso banco de dados possibilita a verificação de autenticidade de documentos apresentados para a concessão de crédito, informações como endereço dos sócios, atividade comercial, início de exercício da empresa do futuro parceiro, entre outras, todas importantes para a redução de riscos”, explica Alvarenga.