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Descubra tudo sobre o método de compra com um clique

Junho 29, 2019 | Equifax

One-click buy. Ou, em português, compra com um clique. Taí um negócio que pode fazer a alegria tanto dos lojistas quanto dos consumidores no e-commerce. O motivo o nome já diz. Ao visitar determinado site que tem esta ferramenta disponível, o cliente preenche os dados cadastrais (nome, endereço, número de cartão de crédito, etc e etc) apenas para concluir a primeira transação. Quando voltar outro dia, tudo está lá, salvo. A partir daí, basta um clique para ele comprar mais. O resultado é um ganho de agilidade para o usuário, que ao encontrar uma boa oferta não precisa mais passar por um formulário extenso e/ou escolher opções de pagamento e de valores de frete antes de finalizar o pagamento. Tá sem o cartão de crédito por perto? Não tem problema. Esqueceu o CEP? Não se preocupe. O varejista, consequentemente, também ganha com isso. As compras com só um clique ajudam a eliminar o maior ponto de atrito do e-commerce, que é o processo de checkout. Ao simplificá-lo, a empresa reduz o abandono de carrinhos e, automaticamente, melhora as taxas de conversão . Muitos e-commerces viram vantagem e começaram a adotar a ferramenta no Brasil nos últimos anos. Mas quem inventou – e há muito tempo, diga-se – esta opção foi a Amazon . Aquela mesma, que virou a marca mais valiosa do mundo recentemente.

Senta que lá vem história

(Se você não quiser ler sobre a história do one-click e quer  só saber das fraudes, tudo bem. É só correr até o próximo capítulo deste texto) Quando a Amazon, à época uma livraria on-line, patenteou o método de negócios “1-Click” em 1999, o comércio eletrônico ainda, digamos, engatinhava até nos Estados Unidos. Patenteou? Sim, isso mesmo. A Amazon logo percebeu que a opção de compra em um clique poderia gerar muito lucro, mas ser facilmente copiada. A Barnes and Noble, à época uma grande concorrente da empresa, foi inclusive acusada de oferecer uma opção semelhante – o caso foi parar na Justiça e as empresas se acertaram anos depois, mas os termos do acordo nunca foram divulgados. “Poxa, uma ideia tão boa para o e-commerce e só a Amazon pode usar?” Muitos se perguntaram isso. Na Europa, por exemplo, onde essa história de “patente de método de negócios” é bem rara, a empresa fundada por Jeff Bezos até tentou, mas nunca teve este benefício concedido. Além disso, a Amazon, muito boazinha, passou a licenciar a opção de compra com um clique nos Estados Unidos. Inclusive, uma das primeiras a pagarem para usar a tecnologia foi outra empresa que você deve conhecer: a Apple , que a partir do ano 2000 disponibilizou a ferramenta em serviços como iTunes, iPhoto e Apple Store. Não dá para saber quanto a Amazon faturou com essa quase exclusividade da compra com um clique nos Estados Unidos – a patente só expirou em 2017. Fato é que pouco depois de adotar a ferramenta a empresa ampliou os negócios e criou sua famosa plataforma marketplace, contando com muitos dados de consumidores que já usavam o “1-Click” anteriormente. “Quando escrevemos a história do comércio eletrônico, a patente “1-Click” permitiu à Amazon criar uma posição muito forte no mercado”, diz Polk Wagner, professor da Faculdade de Direito da Universidade da Pensilvânia e especialista em direito de patentes, citado neste interessante artigo desta mesma universidade sobre a história da compra com um clique – clique aqui para ler em inglês . “Mais importante, isso permitiu que a Amazon mostrasse aos clientes que havia uma boa razão para fornecer seus dados e a permissão para cobrá-los paulatinamente. Isso abriu outros caminhos para a Amazon no e-commerce. Esse é o verdadeiro legado da patente do 1-Click”, completou. Thomas Jeitschko, professor da Universidade de Michigan e especialista em propriedade intelectual, seguiu a mesma linha: “Assim que a Amazon se tornou uma plataforma e um marketplace em vez de revender livros, foi importante às pessoas que fazem negócios saberem que a Amazon tinha esse grande banco de dados que poderia dar acesso a um grande número de clientes literalmente com um clique. Isso ajudou o crescimento da Amazon na esfera mais ampla do varejo, na qual outros tiveram dificuldade em recuperar o atraso ou ganhar uma posição".

E agora ela: a fraude

Demorou doze parágrafos para falarmos, mas as compras com um clique, assim como qualquer outra transação on-line, não estão imunes aos fraudadores. A começar pelas “fraudes amigas”. Nestes tempos em que o celular do pai ou da mãe virou um aliado na hora de acalmar as crianças, imagina o risco que o “comprar em um clique” pode oferecer? Na Austrália, por exemplo, um menino de 7 anos viu a versão rara de um boneco com o qual sonhava à venda na internet. Como os dados de cartão da mãe estavam salvos no site, ele foi lá e se deu o presente. O preço: R$ 28 mil reais – leia a história completa aqui . Outra ameaça seria uma invasão de conta. Com o login e senha do cliente em mãos, o fraudador teria caminho fácil para realizar uma série de compras com o cartão já salvo. No entanto, ele teria que trocar o endereço de cadastro para conseguir a mercadoria, um comportamento que poderia ser considerado suspeito pelo antifraude. Para driblar a proteção nestes casos, criminosos já chegaram a ter funcionários “infiltrados” em transportadoras para desviar as entregas. Em outro caso, nos Estados Unidos , hackers se aproveitaram de um plano de fidelidade de uma grande loja para ganhar vários pontos com compras de alto valor. Enquanto os produtos não chegavam à própria casa do dono do cartão (que certamente os devolveria), eles ficavam com créditos à disposição para mais transações ilegais. Quem compra com um clique também pode se dar mal no caso de um eventual vazamento de dados de grandes empresas, o que tornaria a vida do fraudador mais fácil para fazer compras nos sites com os dados já armazenados. Neste cenário, vale ressaltar que se a loja tomou todas as precauções, o cartão da vítima estaria “tokenizado” – ou seja, o fraudador não visualizaria os dados completos do cartão, que ficariam armazenados no gateway usado pelo e-commerce nas transações.

Mais cartões bons do que identidades boas

Bom, então tudo isso quer dizer que é muito arriscado usar ou disponibilizar ferramentas como compra com um clique? Não necessariamente. Isso porque o fraudador tem melhores chances de usar um cartão que ele testou e já sabe que está válido e que tem limite. Nestes cenários em que os dados já estão salvos, ele não tem como saber se o cartão foi cancelado pelo proprietário, ou mesmo se está com o limite quase estourado, certo? “Tem muito mais cartão bom do que identidades boas. O fraudador não pode se dar ao luxo de queimar uma identidade boa com um cartão que ele não conhece. Por exemplo, ele tenta comprar um smartphone, mas a compra é negada porque o cartão está sem limite. Aí ele tenta comprar outro, e já seriam duas tentativas de compra de um smartphone com cartões ligados à mesma pessoa. Isso seria suspeito”, explica Tom Canabarro, co-fundador da Konduto . A moral da história é que a compra com um clique pode ser uma boa arma para otimizar o processo de pagamento dependendo das estratégias do seu e-commerce. O varejista, é claro, deverá adotar todos os parâmetros de segurança na operação, de preferência contando com uma ferramenta antifraude completa para calcular os riscos das transações. A compra com um clique pode, de alguma forma, ser suscetível a fraudes? Sim, até que é verdade. Mas vai na fé: nada que um antifraude como a Konduto, que analisa mais de 2 mil variáveis para calcular o risco de fraude em um pagamento digital, não possa solucionar. Conta com a gente que tá tudo certo!

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